Na Dia Beacon, Grande Núcleo revela como Hélio Oiticica transformou cor, espaço e movimento em uma experiência imersiva que só se completa com a presença do público
O brasileiro Hélio Oiticica foi um artista e teórico influente cuja obra abrangeu escultura, desenho, pintura, instalação e performance. Com seus penetráveis, ajudou a estabelecer a arte participativa e imersiva, oferecendo uma perspectiva singular sobre a abstração, moldada pelas realidades sociais, políticas e econômicas da América Latina e de outros lugares. Membro proeminente do movimento neoconcreto brasileiro e cofundador da Tropicália, ele enfatizou a consciência espacial e o envolvimento físico.
Entre outras obras, a Dia Beacon apresenta o grande ambiente Grande Núcleo (1960–66), uma de suas construções mais imersivas. Afastando-se da bidimensionalidade de trabalhos anteriores, Grande Núcleo consiste em painéis retangulares suspensos, pintados em tons que variam do amarelo vibrante ao laranja intenso, e dispostos em uma grade dinâmica com diferentes ângulos e alturas.
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Grande Núcleo explora a experiência do espaço por meio de composições ortogonais. Inicialmente desenvolvidas como maquetes menores, essas obras evoluíram para ambientes suspensos com múltiplos painéis que envolvem o espectador. Oiticica as considerava “pintura no espaço”, e não escultura, já que a cor permanecia o princípio organizador. Cada painel contribui para um núcleo cromático cuja intensidade varia conforme o observador se move através dele. Nas galerias com iluminação natural do Dia Beacon, o fluxo eterno da cor é enfatizado – seus efeitos dinâmicos surgem da interação com o ambiente e com o espectador.
A Vernissage.TV compartilha seu olhar sobre esta exposição, que permanece em cartaz até 16 de novembro.
