Idealizada por Diane Lima, proposta reúne obras históricas e produções inéditas de Adriana Varejão e Rosana Paulino no Pavilhão Brasileiro
Comigo ninguém pode é o título da exposição que ocupa o Pavilhão Brasileiro na Bienal de Veneza e que coloca em diálogo, por meio de uma composição inesperada, duas artistas contemporâneas que trabalham na reescrita performativa de histórias coloniais: Rosana Paulino e Adriana Varejão. A curadoria fica a cargo de Diane Lima e expografia desenvolvida por Daniela Thomas.
A planta comigo-ninguém-pode, muito comum nas entradas de casas no Brasil como símbolo de proteção espiritual, inspira a exposição que ocupa o Pavilhão Brasileiro. A ambiguidade e o sincretismo do termo, que também se tornou um ditado popular, podem ser entendidos como “Ninguém pode me derrotar” ou “Não mexa comigo!”, significados que aludem à toxicidade da planta.
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Ao evocar essa energia, Comigo ninguém pode convida a uma mudança de percepção, abrindo a possibilidade de enxergar o transcendente no visível. Reflete sobre a manifestação da fé e da espiritualidade na cultura brasileira, destacando sua estreita relação com a natureza e os reinos não humanos.
A exposição adota uma abordagem baseada em instalações e apresenta obras encomendadas, históricas e inéditas, juntamente com novas peças de grande escala. O projeto oferece um diálogo visceral sobre como a espiritualidade e a natureza podem moldar um imaginário público que reescreve a história e ressignifica ruínas e feridas coloniais através de seres fantásticos e mágicos.
Confira o vídeo publicado pela Vernissage.TV:
