O conjunto de obras impressionistas e pós-impressionistas da família argentina reúne nomes como Van Gogh, Cézanne, Degas, Pissarro e Renoir
A Sotheby’s garantiu a consignação da coleção dos argentinos Nelly Arrieta de Blaquier e Carlos Pedro Blaquier, em um dos movimentos mais relevantes da próxima temporada de leilões. Avaliado em cerca de US$ 450 milhões, o conjunto reúne obras impressionistas e pós-impressionistas de artistas como Vincent van Gogh, Paul Cézanne, Edgar Degas, Camille Pissarro e Pierre-Auguste Renoir.
A coleção pertence a uma das famílias colecionadoras mais conhecidas da Argentina. Em 1995, Nelly Arrieta de Blaquier chegou a ser descrita pelo The New York Times como proprietária da maior coleção privada de arte do país. Ela morreu em 2020, enquanto Carlos Pedro Blaquier faleceu três anos depois.
Blaquier reforça disputa por grandes coleções no mercado de leilões
Entre os destaques está Châtaignier en fleurs roses et blanches (Chestnut Tree in Pink and White Blossom), pintura realizada por Van Gogh em 1890. A obra pode alcançar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, segundo estimativas citadas pelo mercado, posicionando-se como uma das possíveis estrelas da temporada.
Outro lote de grande expectativa é uma pintura de Cézanne ligada à célebre série dos arlequins, que pode ultrapassar US$ 120 milhões. Obras de Degas, Pissarro e Renoir também são projetadas para superar a marca de US$ 25 milhões cada, reforçando o peso histórico e comercial do conjunto.

A coleção da família Blaquier reúne obras de grandes mestres do Impressionismo e do Pós-Impressionismo avaliadas em 450 milhões de dólares.
Parte do acervo Blaquier já havia movimentado o mercado anteriormente. A Christie’s vendeu de forma privada Zouave, de Van Gogh, por cerca de US$ 190 milhões, além de ter oferecido duas pinturas de Paul Signac da coleção no ano passado. A casa também ficou com a consignação da coleção de prata da família, estimada entre US$ 15 milhões e US$ 20 milhões, prevista para leilão em Londres.
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A nova venda acontece após a resolução de uma disputa com autoridades argentinas envolvendo a exportação de obras para Luxemburgo. Com a questão encerrada, algumas das pinturas puderam seguir para a venda organizada pela Sotheby’s.
A chegada da coleção Blaquier reforça a importância crescente dos grandes acervos privados no atual mercado de leilões. Em um cenário mais seletivo, obras com proveniência sólida, raridade e qualidade museológica se tornam peças centrais na disputa entre as principais casas.
Mais do que uma venda de alto valor, a coleção deve funcionar como termômetro para o apetite dos compradores por obras-troféu. Para a Sotheby’s, o conjunto pode se tornar um dos pilares da temporada, em um momento em que grandes espólios e coleções familiares seguem definindo a dinâmica do mercado internacional.
