Projetada por Frida Escobedo, a expansão do MET ampliará em 50% sua área expositiva dedicada à arte moderna e contemporânea e será inaugurada em 2030.
O Metropolitan Museum of Art iniciou a construção de sua aguardada ala dedicada à arte moderna e contemporânea. Com investimento de US$ 670 milhões e inauguração prevista para 2030, o projeto ampliará a capacidade do museu de apresentar sua coleção dos séculos 20 e 21 em diálogo com os milhares de anos de produção artística reunidos em seu acervo.
Batizado de Ala Oscar L. Tang e H.M. Agnes Hsu-Tang, o edifício terá cinco andares e 11.700 metros quadrados. Desse total, aproximadamente 6.460 metros quadrados serão destinados a exposições, um aumento de quase 50% em relação ao espaço atual. A estrutura contará ainda com cerca de 1.720 metros quadrados de terraços, jardim ampliado na cobertura e um café no topo.
A expansão ocupa a área já existente do museu, sem avançar sobre o Central Park. Suas galerias terão diferentes alturas, permitindo receber desde pinturas e obras de pequena escala até grandes instalações.

Renderização externa da Ala Tang do Metropolitan Museum of Art. Foto: ©Filippo Bolognese Images, cortesia do Frida Escobedo Studio.
Uma arquitetura para conectar tempos
Responsável pelo projeto, a mexicana Frida Escobedo tornou-se a primeira mulher a desenhar uma ala nos 156 anos de história do MET. Sua proposta procura articular os diferentes estilos arquitetônicos que compõem o complexo, preservando a memória de cada edifício e acrescentando uma linguagem reconhecidamente contemporânea.
A fachada será revestida por uma celosia de pedra calcária, espécie de trama vazada que modifica sua aparência conforme a incidência da luz ao longo do dia. Além de criar uma identidade visual própria, o projeto utilizará iluminação natural para reduzir o consumo de energia e melhorar as condições de conservação e exibição das obras.
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Novos elevadores, rampas e conexões com as alas vizinhas ampliarão a acessibilidade e facilitarão a circulação por um museu construído em sucessivas etapas desde o século 19.
O nome da ala reconhece Oscar Tang, conselheiro do MET desde 1994, e a arqueóloga e historiadora da arte Agnes Hsu-Tang. Em 2021, o casal destinou US$ 125 milhões ao projeto, a maior doação de capital já recebida pela instituição.
Mais do que acrescentar galerias, a expansão corrige uma defasagem histórica do MET: sua coleção moderna e contemporânea finalmente ganhará uma estrutura compatível com a dimensão do museu. Ao aproximar o presente de civilizações e períodos remotos, a Ala Tang também propõe uma leitura menos compartimentada da história da arte, na qual cada época pode lançar novas perguntas sobre as demais.
