Marcello Dantas assume curadoria da Bienal de Vancouver 2027–2029

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Reforçando a presença brasileira no circuito internacional, Marcello Dantas é nomeado curador da Bienal de Vancouver, ampliando sua atuação em projetos de arte pública

A Bienal de Vancouver anunciou o brasileiro Marcello Dantas como curador sênior da edição 2027–2029. A mostra, dedicada à arte pública e realizada ao ar livre na cidade canadense, terá detalhes de datas e artistas divulgados nos próximos meses.

A nomeação marca o retorno de Dantas ao projeto. Entre 2013 e 2015, ele já havia participado da bienal com um trabalho de Vik Muniz, desenvolvido em colaboração com comunidades locais e grupos das Primeiras Nações.

Marcello Dantas e a expansão da arte pública como experiência

Com trajetória que atravessa exposições, documentários e projetos imersivos, Dantas construiu uma prática ligada à relação entre arte, espaço e participação. Ao longo da carreira, organizou mostras de artistas como Ai Weiwei, Bill Viola, Shirin Neshat e Tunga, além de atuar na direção artística de projetos de grande escala.

Recentemente, co-curou a edição de 2024 do Desert X AlUla, na Arábia Saudita, e mantém atuação como diretor artístico do Sfer Ik, no México. Sua experiência também inclui projetos ligados a grandes eventos, como a exposição Pelé Station, apresentada durante a Copa do Mundo de 2006 em Berlim.

Vancouver como território curatorial

A proposta para a próxima edição da Bienal de Vancouver parte de uma leitura direta do território. Segundo Dantas, a cidade exige um olhar atento à relação entre urbanização, paisagem natural e história local, incluindo a presença das comunidades indígenas.

A bienal, fundada em 2002, opera como uma plataforma de esculturas, instalações e projetos de arte pública distribuídos pela cidade. Parte das obras exibidas ao longo dos anos foi incorporada de forma permanente ao espaço urbano, consolidando o evento como um dos principais programas de arte pública da América do Norte.

Para 2027–2029, o curador sinaliza interesse em projetos colaborativos e em formatos menos permanentes, com obras pensadas como experiências em transformação, ligadas a temas como pertencimento, deslocamento e ecologia.

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