Cecilia Alemani foi anunciada como curadora da 15ª Bienal de Taipei, marcando sua primeira atuação curatorial na Ásia
O Taipei Fine Arts Museum anunciou Cecilia Alemani como curadora da 15ª Bienal de Taipei, prevista para 2027. A nomeação marca a primeira atuação curatorial da italiana na Ásia e reforça o papel da Bienal de Taipei como uma das plataformas mais relevantes para o debate sobre arte contemporânea no continente.
Nascida em Milão e residente em Nova York, Cecilia Alemani é atualmente diretora e curadora-chefe da High Line Art, programa público de arte da High Line, onde atua desde 2011. Ao longo de sua trajetória, consolidou uma prática voltada a exposições de grande escala, com atenção especial a artistas mulheres, vozes historicamente marginalizadas e projetos que ampliam a relação entre arte, espaço público e audiência.
Alemani ganhou destaque internacional como diretora artística da 59ª Bienal de Veneza, em 2022, com a exposição “The Milk of Dreams”. Inspirada nos escritos de Leonora Carrington, a mostra abordou temas como transformação, hibridez, identidade e modos alternativos de existência, reunindo obras de artistas contemporâneos e nomes historicamente sub-representados.
Cecilia Alemani assume a Bienal de Taipei em sua primeira curadoria na Ásia
A escolha de Cecilia Alemani para a Bienal de Taipei também dialoga com sua experiência em projetos internacionais que partem de contextos locais para construir conversas mais amplas. Além da Bienal de Veneza, ela curou a 12ª SITE Santa Fe International, em 2025, foi diretora artística da primeira edição da Art Basel Cities: Buenos Aires, em 2018, e assinou a curadoria do Pavilhão Italiano na 57ª Bienal de Veneza, em 2017.
Em comunicado, Alemani afirmou sentir-se animada e honrada com a oportunidade de realizar seu primeiro projeto curatorial na Ásia. Segundo ela, em um cenário global marcado por tensões e transformações, plataformas como a Bienal de Taipei ganham ainda mais urgência por funcionarem como espaços de expressão criativa, resiliência cultural, diálogo e discussão.
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A diretora do Taipei Fine Arts Museum, Li-Chen Loh, destacou que a Bienal de Taipei atua há décadas como um ponto de encontro entre movimentos artísticos globais e as topografias históricas e culturais da Ásia. Para o museu, a perspectiva curatorial de Alemani deve oferecer uma estrutura capaz de reconhecer a paisagem singular de Taipei e, ao mesmo tempo, conectar o público local a debates internacionais.
Fundada em 1998 e sediada no Taipei Fine Arts Museum, a Bienal de Taipei é uma das bienais de arte contemporânea mais longevas da Ásia. A edição anterior, intitulada “Whispers on the Horizon”, foi curada por Sam Bardaouil e Till Fellrath, diretores do Hamburger Bahnhof, em Berlim.
Os detalhes conceituais da edição de 2027 ainda não foram divulgados. Ainda assim, a nomeação de Cecilia Alemani indica uma bienal atenta à escuta de diferentes geografias, à construção de pontes entre narrativas regionais e globais e ao papel da arte como ferramenta crítica em um momento histórico de profundas disputas culturais.
