Frieze Seoul retorna ao COEX, em Gangnam, com mais de 125 galerias de 30 países e novas seções curatoriais
A Frieze Seoul anunciou os detalhes de sua edição de 2026, confirmando a participação de mais de 125 galerias de 30 países. A feira retorna ao COEX, em Gangnam, entre os dias 3 e 5 de setembro, com preview exclusivo em 2 de setembro e na manhã do dia 3.
Em sua quinta edição, a Frieze Seoul consolida sua posição como um dos principais encontros do mercado de arte contemporânea na Ásia. Mais de 70% das galerias participantes têm espaços na região Ásia-Pacífico, e mais de 50 expositores mantêm sedes permanentes em Seul, reforçando a conexão da feira com a cena local e regional.
O evento acontece novamente em parceria com a Kiaf SEOUL, feira internacional de arte mais antiga da Coreia, realizada simultaneamente no COEX. Sob a direção de Patrick Lee, a Frieze Seoul tem se afirmado como uma plataforma estratégica para aproximar galerias internacionais, artistas asiáticos, instituições culturais e colecionadores globais.
Frieze Seoul amplia programa curatorial e reforça protagonismo asiático
A edição de 2026 terá forte presença de galerias coreanas, entre elas Kukje Gallery, Arario Gallery, Gallery Hyundai, Hakgojae Gallery, Johyun Gallery, Gallery Baton, Jason Haam, P21 e PKM Gallery. O Japão também aparece com participação relevante, incluindo Taka Ishii Gallery, Nanzuka, Take Ninagawa, Tomio Koyama Gallery e Scai The Bathhouse.
Entre as galerias internacionais confirmadas estão Hauser & Wirth, David Zwirner, White Cube, Pace Gallery, Thaddaeus Ropac, Sprüth Magers, Galerie Lelong, Lehmann Maupin, Tina Kim Gallery, Gladstone Gallery e Lisson Gallery. Ao todo, cerca de 85 galerias internacionais integram a seção principal da feira.
Uma das principais novidades deste ano é a criação de duas novas seções curatoriais: Material Practice e Spotlight. Com curadoria de Hyeyoung Cho, Material Practice investigará as relações entre arte contemporânea, artesanato e design, destacando como tradições materiais continuam a influenciar a produção artística atual.
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Já Spotlight, com curadoria de Wonseok Koh, será dedicada a apresentações individuais de artistas do século 20 que foram historicamente pouco reconhecidos pelas narrativas dominantes da arte ocidental. Entre os nomes destacados estão Nobuo Sekine, Po Po, Hoon Kwak, Etsuko Nakatsuji e Youngsoo Han.
A seção Focus, voltada a galerias emergentes, também ganha novo alcance em 2026. Pela primeira vez na edição de Seul, o setor se expande para além da Ásia, reunindo 16 galerias fundadas em 2014 ou depois, com artistas da Europa, das Américas e da Ásia. As apresentações abordarão temas como transformação, identidade e futuros especulativos.
Além da feira, a programação da Seoul Art Week deve ampliar a presença da arte pela cidade. Entre os destaques estão exposições de Do Ho Suh no MMCA Seoul, Lee Bae no Museum SAN, Koo Jeong A no Leeum Museum of Art, Sol LeWitt no Amorepacific Museum of Art e Es Devlin na FUTURA Seoul. O programa Neighborhood Nights também retorna, com aberturas noturnas e eventos especiais em distritos culturais como Euljiro, Hannam, Cheongdam e Samcheong.
A Frieze também anunciou o coletivo Yagwang, formado por Terri Kim e In Jeon, como vencedor do Frieze Seoul Artist Award 2026, apoiado pela Bvlgari. O grupo, baseado em Seul, trabalha com escultura, vídeo, instalação e performance, explorando temas como gênero, corpo, trabalho, subculturas, identidade e direitos humanos. A nova comissão será apresentada durante a feira no COEX.
Com novas seções, forte participação regional e uma programação conectada à cidade, a Frieze Seoul 2026 reforça o papel de Seul como um dos centros mais relevantes da arte contemporânea na Ásia e como ponto de conexão entre mercados, instituições e narrativas globais.

