Idealizador do Inhotim, Bernardo Paz avança em um novo projeto cultural que deve ampliar ainda mais a presença de Brumadinho no mapa internacional da arte contemporânea
Bernardo Paz, empresário, colecionador e idealizador do Instituto Inhotim, prepara um novo projeto dedicado à arte contemporânea em Brumadinho, Minas Gerais. O empreendimento vem sendo noticiado como um novo museu a céu aberto, localizado nas proximidades do Inhotim, instituição que Paz começou a idealizar nos anos 1980 e que abriu ao público em 2006.
Segundo informações publicadas pela imprensa, o espaço circula com nomes provisórios como Instituto Bernardo Paz e Museu das Árvores. A proposta mantém diálogo com uma das marcas mais reconhecidas da trajetória de Paz: a aproximação entre arte, paisagem, arquitetura e natureza em escala monumental.
Bernardo Paz amplia legado cultural em Brumadinho
As reportagens indicam que o novo projeto já teria recebido investimentos expressivos, com paisagismo em andamento, plantio de milhares de árvores e a previsão de pavilhões distribuídos em uma área cercada por mata. Também foi noticiado que o acervo reunido para o espaço pode chegar a cerca de 3 mil obras de arte contemporânea.
Entre os nomes mencionados nas matérias estão artistas como Anna Maria Maiolino, Sonia Gomes e Michael Heizer. A imprensa também aponta negociações envolvendo outros artistas internacionais, em sintonia com a proposta de criar um espaço voltado à produção contemporânea em diálogo com território, memória, matéria e experiência.

Anna Maria Maiolino é uma das escolhidas para a primeira fase do novo museu
A iniciativa surge em um momento simbólico para Brumadinho. Em 2026, o Inhotim completa 20 anos de abertura ao público e reafirma sua posição como um dos maiores museus a céu aberto do mundo, com acervo internacional, jardins botânicos e uma experiência singular de encontro entre arte e ambiente.
Nos últimos anos, Bernardo Paz também protagonizou um movimento decisivo para a institucionalização do Inhotim, ao transferir de forma definitiva obras, galerias e parte significativa da estrutura do instituto para uma governança voltada à perenidade da instituição. Essa passagem consolidou o caráter público de um projeto que nasceu de uma coleção privada e se tornou referência cultural brasileira.
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Ainda sem anúncio oficial completo sobre programação, formato final ou data de abertura, o novo museu já mobiliza atenção pelo seu potencial. Caso se confirme nos termos divulgados, o projeto poderá reforçar Brumadinho como um dos polos mais relevantes da arte contemporânea no Hemisfério Sul.
Mais do que a criação de um novo espaço expositivo, a iniciativa aponta para a continuidade de uma visão cultural de longo prazo: produzir experiências em que arte e natureza não funcionam como cenários separados, mas como partes de uma mesma paisagem sensível, pública e transformadora.
