Frieze NY fecha com 25 mil visitantes e vendas milionárias em semana aquecida por leilões

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Frieze NY 2026 encerrou sua 15ª edição com 68 galerias, 25 mil visitantes e vendas lideradas por El Anatsui e Baselitz

A Frieze New York 2026 encerrou no domingo, 17 de maio, sua 15ª edição no The Shed, em Hudson Yards, com 68 galerias de 25 países e cerca de 25 mil visitantes ao longo dos cinco dias de feira. A abertura para convidados aconteceu em 13 de maio e reuniu colecionadores, advisors, representantes institucionais e nomes conhecidos do circuito cultural nova-iorquino.

O resultado acompanhou o clima de atividade intensa da New York Art Week, marcada por feiras simultâneas, aberturas de exposições e uma temporada de leilões estimada entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,6 bilhões. Nesse contexto, a Frieze NY confirmou seu papel como ponto de encontro entre galerias internacionais, colecionadores locais e compradores que viajaram para a cidade durante a semana.

As vendas de maior valor foram reportadas pela White Cube, que negociou duas obras de El Anatsui: LuwVor I (2025), por US$ 2,2 milhões, e MivEvi III (2025), por US$ 1,9 milhão. A galeria também vendeu SET VII (2024), de Antony Gormley, por £450 mil, cerca de US$ 585 mil, além de obras de Howardena Pindell, Marina Rheingantz, Marguerite Humeau, Sara Flores, Emmi Whitehorse, Danica Lundy, Louise Giovanelli e Julie Curtiss.

LuwVor I, 2025, Photo courtesy, White Cube Gallery

LuwVor I, 2025, Photo courtesy, White Cube Gallery

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A Thaddaeus Ropac também registrou resultados relevantes, liderados por Stunde der Nachtigall (2012), de Georg Baselitz, vendido por €1,4 milhão, cerca de US$ 1,54 milhão. A galeria ainda reportou a venda de Bob Song (Salvage) (1984), de Robert Rauschenberg, por US$ 825 mil, Black Roses 3 (2025), de Alex Katz, por US$ 600 mil, e Ohne Titel (2025), também de Baselitz, por €85 mil.

Entre as galerias asiáticas, a Kukje Gallery teve como principal venda uma obra de Ha Chong-hyun, negociada entre US$ 390 mil e US$ 468 mil. A Tina Kim Gallery também apresentou forte desempenho com o artista coreano, vendendo uma pintura por US$ 390 mil e outra por US$ 180 mil, além de obras de Kim Tschang-Yeul, Kibong Rhee, Lee ShinJa, Maia Ruth Lee e Suki Seokyeong Kang.

A Almine Rech colocou uma obra de luz de James Turrell na faixa de US$ 900 mil a US$ 1 milhão. A Pace vendeu diversas peças de sua apresentação conjunta de Maya Lin e Leo Villareal, com preços entre US$ 100 mil e US$ 200 mil por obra.

No setor Focus, dedicado a galerias emergentes, a Public Gallery esgotou sua apresentação de Reika Takebayashi. O Baltimore Museum of Art adquiriu Both Banks I (2026), reforçando a presença institucional como um dos sinais importantes da feira. Entre valores mais acessíveis, a Nara Roesler vendeu Seeds VII (2025–26), de Marcelo Silveira, por US$ 45 mil, além de cinco obras de Jonathas de Andrade entre US$ 12 mil e US$ 22 mil.

A edição de 2026 mostrou uma feira menos dependente apenas dos grandes nomes e mais atenta à variedade de faixas de preço, geografias e perfis de comprador. Entre El Anatsui, Baselitz, Ha Chong-hyun, Turrell e Takebayashi, a Frieze NY combinou vendas milionárias, aquisições institucionais e bom desempenho de artistas fora do eixo mais previsível do mercado.

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