Leilões de maio em Nova York podem movimentar até US$ 2,6 bilhões

0

Christie’s, Sotheby’s, Phillips e Bonhams levam a Nova York uma sequência de leilões que deve testar o fôlego do mercado de arte

Os leilões de maio em Nova York devem movimentar uma das temporadas mais observadas do calendário internacional de arte. Em duas semanas de vendas, Bonhams, Christie’s, Phillips e Sotheby’s apresentam obras com estimativas somadas entre US$ 1,8 bilhão e US$ 2,6 bilhões, em uma rodada que será acompanhada de perto por colecionadores, galerias, consultores e investidores. O resultado deve indicar se o mercado mantém o ritmo de recuperação sinalizado nas vendas de novembro, depois de um período de retração nos últimos anos.

A disputa entre Christie’s e Sotheby’s concentra parte da atenção. As duas casas dividiram dois dos espólios mais aguardados da temporada, ligados a nomes de grande peso no circuito de arte. A Christie’s ficou com a coleção da marchand Marian Goodman, enquanto a Sotheby’s apresenta obras do acervo de Robert Mnuchin.

Entre os destaques da coleção Goodman está Kerze (Candle), pintura de Gerhard Richter de 1982, estimada entre US$ 35 milhões e US$ 50 milhões. A obra tem importância particular na relação entre a marchand e o artista, já que foi adquirida antes de Goodman passar a representar Richter, em uma parceria que durou cerca de 40 anos.

Jean-Michel Basquiat, Museum Security (Broadway Meltdown), 1983 (estimativa acima de US$ 45m). Cortesia Sotheby's

Jean-Michel Basquiat, Museum Security (Broadway Meltdown), 1983 (estimativa acima de US$ 45m). Cortesia Sotheby’s

Leilões de maio em Nova York reúnem grandes espólios

Na Sotheby’s, o grupo de obras de Robert Mnuchin tem estimativa total de US$ 130 milhões e será apresentado em uma venda dedicada. O lote principal é Brown and Blacks in Reds, pintura de Mark Rothko de 1957, estimada entre US$ 70 milhões e US$ 100 milhões. A obra foi adquirida no mesmo ano em que foi pintada pela Joseph E. Seagram & Sons e é associada ao contexto que antecede a famosa comissão dos murais do Four Seasons, em Nova York.

A Christie’s também aposta em obras da coleção do empresário S.I. Newhouse, morto em 2017 (foto da capa). O conjunto de 16 lotes pode alcançar até US$ 450 milhões e inclui duas obras com estimativas próximas de US$ 100 milhões: Number 7A, pintura de Jackson Pollock de 1948, e Danaïde, escultura de Constantin Brancusi realizada por volta de 1913.

Outros nomes fortes aparecem ao longo da temporada. A Sotheby’s espera resultados expressivos com Jean-Michel Basquiat, Willem de Kooning e Vincent van Gogh. Museum Security (Broadway Meltdown), de Basquiat, tem expectativa superior a US$ 45 milhões, enquanto La Moisson en Provence, aquarela de Van Gogh de 1888, pode estabelecer um novo recorde para uma obra em papel do artista.

A Phillips chega com estimativa entre US$ 108,7 milhões e US$ 157 milhões para suas vendas em Nova York, liderada por obras de Andy Warhol, Lee Bontecou e Pat Passlof. Já a Bonhams inaugura sua nova sede na 111 West 57th Street com uma venda mais modesta, estimada em cerca de US$ 30 milhões, tendo como principal lote uma pintura monumental de Yoshitomo Nara avaliada entre US$ 4 milhões e US$ 6 milhões.

Esta temporada vai além de uma sequência de grandes cifras e coloca à prova a disposição de compra em diferentes faixas do mercado. De obras raras de artistas consagrados a conjuntos vindos de coleções privadas relevantes, os leilões de maio em Nova York devem funcionar como um termômetro objetivo para medir demanda, confiança e seletividade entre compradores de alto nível.

Com informações do The Art Newspaper

Share.

Leave A Reply