Atual vice-presidente do museu, Flávia Almeida sucederá Heitor Martins após 12 anos de gestão marcada por recuperação financeira, expansão física e fortalecimento curatorial
Flávia Almeida será a nova presidente do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, sucedendo Heitor Martins, que deixa o cargo em setembro após 12 anos de gestão. Atualmente vice-presidente da instituição, Almeida assume em um momento de consolidação para o museu, que passou por um amplo processo de reorganização financeira, expansão arquitetônica e fortalecimento de sua presença no circuito internacional.
Com formação em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas e MBA pela Harvard University, Flávia Almeida tem trajetória ligada à gestão, governança e instituições culturais. Foi diretora da Fundação Bienal de São Paulo, onde ainda integra o conselho, e presidiu o conselho do Instituto Tomie Ohtake. Também atuou em empresas de capital aberto e fechado, além de ter passado pela McKinsey & Company.
Flávia Almeida chega ao comando após ciclo de expansão do MASP
A transição acontece após uma gestão considerada decisiva para a recuperação do MASP. Quando Heitor Martins assumiu a presidência, em 2014, o museu enfrentava uma situação financeira delicada, com dívidas relevantes e problemas estruturais. Nos anos seguintes, a instituição captou novos recursos, criou reservas e avançou em uma reestruturação que reposicionou o museu no cenário cultural brasileiro e internacional.
Um dos marcos mais recentes desse ciclo foi a abertura do Edifício Pietro Maria Bardi, expansão de 14 andares inaugurada em 2025. O novo prédio ampliou a capacidade expositiva e operacional do MASP, conectando-se ao edifício histórico projetado por Lina Bo Bardi na Avenida Paulista.
A gestão de Martins também ficou marcada pela nomeação de Adriano Pedrosa como diretor artístico, em 2014. Sob sua direção, o MASP consolidou uma programação baseada em narrativas plurais, com destaque para o eixo das “Histórias”, que ampliou o debate sobre arte, identidade, território e representatividade.
A chegada de Flávia Almeida sinaliza continuidade institucional, mas também abre uma nova etapa de governança. Sua experiência em gestão empresarial, conselhos e organizações culturais pode fortalecer o equilíbrio entre sustentabilidade financeira, programação artística e impacto público.
Com a mudança, o MASP entra em um novo capítulo depois de uma década de intensa transformação. Para Flávia Almeida, o desafio será preservar o legado recente, sustentar a ambição curatorial do museu e ampliar seu papel como uma das instituições culturais mais relevantes do Brasil.
