|
DESTAQUE
PARA ADRIANA VAREJÃO
|
|||||||||
![]() |
|||||||||
|
Vigorosa,
vibrante e provocadora. Assim a obra da artista, Fotos: Vicente de Mello |
|||||||||
|
Adriana Varejão é uma artista plástica que vem ganhando cada vez mais destaque no espaço nacional e internacional. A artista, que se consagrou através de obras viscerais, peles rasgadas, interiores à mostra, canibalismo e esquartejamento, começa a trilhar novos caminhos. Com profundidade, crítica e um cuidado estético impressionante, permeado por anos de pesquisa, Adriana Varejão produz obras extremamente vigorosas e impactantes. Para falar um pouco mais sobre a artista, sua trajetória e sua produção, convidamos João Carlos de Figueiredo Ferraz, um de seus muitos admiradores. Touch
of Class - Como e quando foi a primeira vez que você teve contato com
a obra de Adriana Varejão? TC
- Qual foi a sua reação diante das obras e quais as sensações mais evidentes? TC
- Desde então, como você observou o desenvolvimento da obra da artista? TC
- O que a obra de Adriana representa, na sua opinião, para o cenário artístico
contemporâneo do Brasil e para o mundo da arte internacional? TC
- Quantas obras da artista integram a sua coleção? TC
- Se você tivesse que sintetizar a obra da artista em poucas palavras,
qual seria a sua definição? |
|||||||||
|
|||||||||
|
Vida e obra de Adriana Varejão: Adriana Varejão, atualmente, é uma das artistas brasileiras de mais destaque na cena contemporânea, no Brasil e exterior. Nascida em 1964, a carioca Adriana começou sua carreira nos anos 80, ainda muito jovem. Entre 1981 e 1985 freqüentou cursos livres na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro e fez sua primeira exposição individual em 1988, na galeria Thomas Cohn. Na década de 90, foi incluída em inúmeras mostras importantes e aos poucos foi revelando o amadurecimento de sua obra. Destacam-se suas participações na Bienal de São Paulo, em 1994 e 1998; nas Bienais de Havana (1994), Johannesburgo (1995) e Liverpool (1999). Adriana também foi uma das figuras centrais da Bienal de Sydney (2000), além das mostras coletivas UltraBaroque (EUA, 2000-2002), TransCulture (Veneza; Tokio, 1995), New Histories (ICA, Boston, 1996), Mapping (MoMA-NY, 1994). Em 2002, Varejão realizou individuais na galeria Victoria Miro, uma das mais conceituadas de Londres e na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo. Atualmente está em exposição no MoMA-NY, que remontou integralmente sua monumental instalação “Azulejões”, exibida no último ano com sucesso no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e prepara os trabalhos que irá expor em suas próximas individuais, em Madri e Nova York. Sua obra reproduz elementos históricos e culturais, com temas ligados à colonização, ao barroco e à azulejaria. Investiga também a utilização do corpo humano, da visceralidade e da representação da carne como elemento estético. Apesar de remeter ao barroco, adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de materiais, camadas de tinta e informações. A densidade simbólica de Adriana Varejão é tanta que escandaliza os espectadores, mas ao mesmo tempo é responsável pela conquista de admiração e respeito cada vez maiores nos cenários internacionais da arte. |
|||||||||