Google organiza exposição épica de Frida Kahlo – em ambiente virtual

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O Google Arts & Culture está trabalhando com 33 museus para sediar a mostra com mais de 200 obras da artista mexicana

Mais de 200 obras de Frida Kahlo estão disponíveis para visualização online, numa vasta exposição digital organizada por 33 museus e instituições, incluindo o San Francisco Museum of Modern Art e o Nagoya City Art Museum. Faces of Frida, disponível na plataforma Google Arts & Culture, permite que os espectadores ampliem as pinturas e esboços da falecida artista mexicana e descubram material de arquivo, como cartas e diários.

Há uma seção sobre o significado oculto da arte de Kahlo que se foca no “rico simbolismo” dos seus autorretratos e naturezas-mortas, de 1951 a 1954. A “carnosidade exposta da fruta cortada” retratada em Still Life with Parrot and Flag (1951) alude à sexualidade e à paixão, segundo a autora Rebecca Fulleylove.

O conteúdo editorial discute aspetos do trabalho e da vida de Kahlo, explorando, por exemplo, o seu impacto no trabalho de artistas LGBTQ, como Julio Salgado, da Califórnia, que afirma: “O seu trabalho é muito relevante hoje porque a arte é a maneira pela qual possuímos as nossas narrativas queer. Seja uma pintura, um filme, um livro, é importante desafiarmos as ideias de quem somos como pessoas queer. Frida, e outros artistas queer de cor especialmente, fizeram isso há muito tempo e devemos continuar e honrar essa tradição.”

Sem título (Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor), Frida Kahlo, 1940

Sem título (Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor), Frida Kahlo, 1940

O historiador Alejandro Rosas discute como o trabalho da artista se vincula à Revolução Mexicana. “Quando falamos de Frida Kahlo, o equívoco mais comum é a associação do seu trabalho com a Revolução Mexicana. Nada poderia estar mais longe da verdade: a essência de Frida não vem do conflito armado, mas do México que surgiu depois”, escreve ele.

O Google Arts & Culture, o segmento sem fins lucrativos do Google, foi fundado em 2011 como parte do Google Cultural Institute com o objetivo de digitalizar as obras de arte de museus. Já trabalhou em parceria com mais de 1.500 museus e instituições culturais em 70 países.

Via The Art Newspaper

 

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