Arrependimentos? Até os Top 200 tiveram em suas coleções

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Conheça alguns dos arrependimentos dos maiores colecionadores do mundo – especialmente do que eles deixaram passar

Para cada trabalho procurado em uma galeria ou na disputa em leilões, há apenas um vencedor: o colecionador que se conquista a obra. O mundo da arte muitas vezes mantém uma aura de segredo em torno de quem poderia ter adquirido as peças mais disputadas.

Há exceções, é claro. Recentemente, Yusaku Maezawa contrariou a tendência tradicional de discrição ao publicar sua grande compra da Basquiat no Instagram assim que o leilão acabou. Raramente, no entanto, os nomes se tornam conhecidos.

Depois de publicar sua lista com os Top 200 Colecionadores, a ArtNews perguntou a todos da lista se alguma vez havia uma obra de arte que eles deixaram escorrer pelas mãos, alguma em especial que tenha escapado. As respostas foram reveladoras. Alguns colecionadores lembraram obras que ainda perseguem anos mais tarde, ou que perderam o timing da compra. Leonard Lauder contou ainda sobre uma obra que ele hesitou em comprar e que depois voltou ao mercado – e ele pode corrigir seu erro.

Abaixo, confira uma seleção do que os colecionadores perderam, em suas próprias palavras.

Mohammed Afkhami: um trabalho de Sohrab Sepehri.

Edythe L. e Eli Broad: logo depois de nos mudarmos para Los Angeles em 1963, Edythe começou a visitar galerias como a Ferus, em La Cienega. Ela queria comprar uma das pinturas de sopa de Andy Warhol, mas pensou que eu pensaria que era um desperdício de dinheiro. Eles custavam US$ 100 cada, naquela época. Acabei comprando uma por US$ 11 milhões, 40 anos depois.

Estrellita e Daniel Brodsky: um trabalho de Lucio Fontana, um Yves Klein dourado, uma Mira Schendel de sua série “Droguinha”.

JK Brown e Eric Diefenbach: uma escultura Robert Smithson de vidro empilhado.

Ella Fontanals-Cisneros: um retrato meu feito por Andy Warhol. Na época, não era meu estilo. Eu era muito jovem e não tinha esse feeling.

Isabella e Agustín Coppel: trabalhos de Luciano Fabro e Cy Twombly.

Rosa e Carlos de la Cruz: Untitled (Blood) de Felix Gonzalez-Torres, 1992.

Tiqui Atencio Demirdjian: Hanging Red Heart, de Jeff Koons.

Susan e Leonard Feinstein: “Woman”, de Willem de Kooning.

Michael C. Forman: aconteceu recentemente: uma ótima pintura de Sigmar Polke

David Geffen: um coelho de coelho de prata de Jeff Koons

Danny Goldberg: Há muitos trabalhos que lamentava não ter comprado logo após o evento. Isso porque eu estava incerto sobre a aquisição ou porque o trabalho específico que eu queria não estava disponível para mim. No entanto, cheguei à conclusão de que, para o melhor ou o pior, há mais obras de arte excelentes no mundo do que eu jamais poderei pagar, então, perder um trabalho tem o benefício de me permitir adquirir outro!

Pamela J. Joyner e Alfred J. Giuffrida: um trabalho de Kerry James Marshall chamado Untitled (Studio), 2014, que como todo o seu trabalho, está carregado de referências à história da arte

Fernand Léger, Composition (The Typographer), 1918-19, da coleção cubista de Leonard A. Lauder

Leonard A. Lauder: Eu hesitei “The Typographer”, de Leger, que foi comprado por outro colecionador. Mas anos depois, voltou ao mercado e eu finalmente adquiri a obra.

Jo Carole e Ronald S. Lauder: um copo de bebida alemã do século XVII que estava em oferta na Sotheby’s em Londres, em julho passado.

Liz e Eric Lefkofsky: um autorretrato de Martin Kippenberger.

Petra e Stephen Levin: em um leilão, não conseguimos arrematar uma escultura de aranha de Louise Bourgeois.

Barbara e Aaron Levine: Air de Paris, de Marcel Duchamp.

Maurice Marciano: uma grande pintura de Christopher Wool.

Cheech Marin: uma pintura de Jacinto Guevara.

Raymond J. McGuire e Crystal McCrary: uma pintura de Mark Bradford.

Julie e Edward J. Minskoff: uma serigrafia de Marlon Brando, de Andy Warhol

Michael Ovitz: Se você tiver algumas horas, ficaria feliz em lhe contar. Mas há dois trabalhos que escaparam e que meu arrependimento não tem fim. Um deles era uma pintura de Pollock, muito antes de se tornarem praticamente impossíveis de comprar. O outro era um Clyfford Still, quando haviam muitas obras dele no mercado e eu fui o ganhador do leilão. Foi um erro porque eu percebi, depois do leilão, que o mercado para Still secou.

Andrea e José Olympio Pereira: uma incrível “Bólide” rosa de Helio Oiticica.

Cindy e Howard Rachofsky: uma pintura de esponja Yves Klein.

Patrizia Sandretto Re Rebaudengo: trabalho de David Hammons.

Bob Rennie: Pintura Black Painting (2003-6), de Kerry James Marshall… e todas as obras de Kerry James Marshall que não foram para um museu.

Família Rubell: um trabalho de Bruce Nauman.

Betty e Isaac Rudman: poucas obras se afastaram quando decidimos comprar algo, mas às vezes há alguém que está pronto para pagar qualquer preço. Lembro-me quando tentamos comprar uma pintura de Tarsila do Amaral, mas era impossível superar o outro licitante.

Hito Steyerl, Factory of the Sun, 2015, no Pavilhão Alemão da Bienal de Veneza em 2015

Nadia e Rajeeb Samdani: Factory of the Sun (2015), de Hito Steyerl. Adoramos esse trabalho no Pavilhão Alemão na Bienal de Veneza e novamente em “Dreamlands” no Whitney.

Norah e Norman Stone: quando começamos a colecionar no início da década de 1990, houve uma grande pintura Andy Warhol que vimos em uma galeria de Nova York.

Iris e Matthew Strauss: não nos debruçamos sobre o passado, estamos ansiosos para o futuro. Mas se você realmente quer saber, seria um Lichtenstein.

Robbi e Bruce E. Toll: um grande Pissarro, há cerca de 30 anos. Eu o perdi quando custava cerca de US$ 100.000 e hoje valeria cerca de US $ 5 milhões.

Walter Vanhaerents: uma pintura de Kerry James Marshall.

Anita e Poju Zabludowicz: minha maior decepção foram todos os Koons que eu queria comprar. Havia tantas oportunidades, mas meu marido não gostava deles. E da mesma forma, em 1992, quando estávamos apenas começamos, Tony Shafrazi nos ofereceu os melhores Basquiats, mas não entendi na época e isso nos impediu de adquiri-los.

Publicado originalmente na ArtNews

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