Tate anuncia programação de 2027 com Hockney, Monet e Sonia Boyce

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A Tate revela sua agenda de exposições para 2027, reunindo nomes históricos e contemporâneos em uma programação distribuída entre suas quatro instituições no Reino Unid

A Tate apresentou sua programação de exposições para 2027, consolidando uma agenda que atravessa séculos e geografias e reforça seu posicionamento como uma das instituições mais influentes do mercado de arte internacional. O calendário inclui mostras dedicadas a nomes como David Hockney, Claude Monet, Nalini Malani, Sonia Boyce e Edvard Munch, distribuídas entre Tate Modern, Tate Britain, Tate Liverpool e Tate St Ives.

Um dos eixos centrais da programação é a dupla celebração de David Hockney, que completa 90 anos em 2027. Na Tate Modern, o artista apresentará uma instalação multimídia de grande escala na Turbine Hall, inspirada em seus projetos para cenários de ópera. Já a Tate Britain sediará uma ampla retrospectiva que percorre mais de sete décadas de produção, reunindo mais de 200 obras centradas em relações pessoais e afetivas que atravessam sua trajetória.

Sonia Boyce (24 March – 22 August 2027, Tate Britain), Sonia Boyce, Untitled (Kiss), 1995. © 2026 Sonia Boyce. All Rights Reserved, DACS

Sonia Boyce (24 March – 22 August 2027, Tate Britain), Sonia Boyce, Untitled (Kiss), 1995. © 2026 Sonia Boyce. All Rights Reserved, DACS

Tate em expansão curatorial e novos diálogos

Outro destaque é a primeira grande exposição dedicada a Claude Monet na história da instituição, explorando sua relação com o tempo em meio às transformações da era industrial. A Tate Modern também apresenta mostras inéditas, como uma exposição dedicada à tradição da pintura em tinta asiática e a maior retrospectiva já realizada da artista indiana Nalini Malani, reunindo seis décadas de produção.

A programação inclui ainda a primeira exposição individual no Reino Unido da artista argelina Baya, além de mostras dedicadas à escultora Lynda Benglis e ao pintor Edvard Munch, cuja obra será analisada a partir de sua relação com o cinema e a narrativa visual.

Na Tate Britain, Sonia Boyce será tema de uma retrospectiva abrangente, enquanto uma exposição marca os 300 anos de nascimento de Thomas Gainsborough. Já a mostra The Tudors reunirá mais de 150 obras, incluindo retratos icônicos de figuras como Henrique VIII e Elizabeth I.

Claude Monet, Nymphéas, 1914–17. © Musée Marmottan Monet / Studio Christian Baraja SLB. Courtesy of Tate.

Claude Monet, Nymphéas, 1914–17. © Musée Marmottan Monet / Studio Christian Baraja SLB. Courtesy of Tate.

Reabertura e reposicionamento institucional

A Tate Liverpool reabrirá após quatro anos de renovação com uma grande exposição da artista Chila Kumari Singh Burman, enquanto a Tate St Ives apresentará a primeira mostra institucional no Reino Unido de Gulnur Mukazhanova e sediará, pela primeira vez, o Turner Prize.

O anúncio da programação acontece em um momento de transição institucional, com a saída da diretora Maria Balshaw e a entrada de Karin Hindsbo como diretora interina. O novo ciclo sinaliza uma estratégia que combina tradição e atualização, aproximando diferentes períodos históricos e ampliando o diálogo entre práticas artísticas globais.

Mais do que uma agenda expositiva, o programa de 2027 evidencia o esforço da Tate em manter relevância em um cenário cada vez mais orientado pela contemporaneidade, sem abrir mão de seu papel como guardiã da história da arte.

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