Sotheby’s levará a leilão a Coleção Gunzburg, estimada em até US$ 99 milhões

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Venda reúne cerca de 135 obras da Coleção Gunzburg, incluindo trabalhos de Rothko, Claude Lalanne e Picasso

A Sotheby’s anunciou que colocará em leilão a Coleção Gunzburg, reunindo aproximadamente 135 obras de Jean e Terry de Gunzburg, com estimativa total entre US$ 67 milhões e US$ 99 milhões. A venda será dividida em dois capítulos: um leilão dedicado ao design em abril e, em maio, obras de arte moderna e contemporânea.

O primeiro momento, em 22 de abril, será focado em design e pode alcançar entre US$ 30 milhões e US$ 44 milhões, sendo descrito pela casa como a venda de design single-owner mais valiosa de sua história. Entre os destaques está um conjunto de 15 espelhos de Claude Lalanne, criados entre 1974 e 1985 para o apartamento parisiense de Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, estimado entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões.

Rothko lidera a seção de arte moderna e contemporânea da Coleção Gunzburg

Na etapa de maio, o principal lote será Mark Rothko, Untitled (1969), avaliado entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões. Executada no penúltimo ano de vida do artista, a obra dialoga com o período da Rothko Chapel e possui histórico expositivo relevante, incluindo apresentação na Menil Collection nos anos 1990.

Outros destaques incluem Agnes Martin, Untitled #6 (1977), estimada entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões; Robert Ryman, Versions III (1992), com estimativa de até US$ 3,5 milhões; além de um retrato de Pablo Picasso de 1955 e uma pintura de Paul Klee de 1932.

O apartamento do casal no Upper East Side, conhecido por sua combinação de mobiliário art déco e obras de padrão museológico, tornou-se referência de coleção vivida e integrada ao espaço doméstico. Jean e Terry de Gunzburg afirmaram que a decisão de vender parte do acervo visa permitir que seus filhos construam suas próprias coleções e apoiar iniciativas filantrópicas nas áreas cultural, educacional e científica.

Para a Sotheby’s, a Coleção Gunzburg chega em um momento estratégico para o segmento de design do século XX, que tem sido reposicionado ao lado de obras blue-chip de arte moderna. A oferta reforça a atratividade de coleções privadas com proveniência consolidada e curadoria consistente, especialmente em um mercado que privilegia qualidade e narrativa institucional.

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