Na sua 10ª edição, o Max Mara Art Prize for Women torna-se itinerante, amplia seu alcance global e estreia novo formato em Jakarta.
O Max Mara Art Prize for Women inicia em 2026 uma transformação estrutural ao adotar um modelo itinerante e internacional. Criado em 2005 com foco no apoio de longo prazo a mulheres artistas, o prêmio entra em sua décima edição rompendo com o formato centrado exclusivamente no Reino Unido e inaugurando uma fase global, com edições futuras sediadas em diferentes países.
Essa nova etapa será curada por Cecilia Alemani, diretora e curadora-chefe do High Line Art, em Nova York, que passa a definir o recorte geográfico e as instituições parceiras de cada edição. A proposta mantém o núcleo conceitual do prêmio, baseado em oferecer tempo, pesquisa e suporte estruturado a artistas em momentos decisivos de suas trajetórias, ao mesmo tempo em que amplia seu alcance cultural e político.
A primeira instituição parceira desse novo ciclo será o Museum MACAN, em Jakarta. Fundado em 2017, o museu tornou-se rapidamente uma das plataformas centrais para práticas modernas e contemporâneas no Sudeste Asiático, consolidando-se como um polo de intercâmbio internacional e interdisciplinar na região.
10ª edição do Max Mara Art Prize for Women
Com duração prevista entre 2025 e 2027, essa edição marca também o encerramento da histórica parceria do prêmio com a Whitechapel Gallery, instituição que desempenhou papel fundamental no desenvolvimento e na visibilidade de artistas vencedoras ao longo de duas décadas. A transição sinaliza uma mudança de escala e de ambição, reposicionando o prêmio como um instrumento ativo de diplomacia cultural.
Segundo Alemani, a decisão de levar o prêmio para fora do eixo eurocêntrico responde a um contexto global de fragmentação e reafirma que a inovação artística não está concentrada no Ocidente. O novo formato busca criar vínculos duradouros entre artistas, instituições e contextos culturais diversos, ampliando as possibilidades de circulação, pesquisa e produção.
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O júri da edição inaugural nesse modelo será presidido por Alemani e contará com a participação de Venus Lau, Amanda Ariawan, Megan Arlin, Evelyn Halim e Melati Suryodarmo. O modelo segue incluindo a residência de seis meses na Itália como etapa central do processo, reforçando a combinação entre tradição, experimentação e desenvolvimento artístico.
Ao se tornar itinerante, o Max Mara Art Prize for Women reposiciona seu papel no ecossistema da arte contemporânea, ampliando sua atuação como plataforma de suporte estrutural e diálogo internacional, com impacto que vai além da consagração individual e alcança o próprio redesenho das dinâmicas globais de legitimação artística.
Com informações da Artsy
