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AUSTRÁLIA
- DIFERENTE E FASCINANTE
por Eric Freitas
Há algum tempo,
durante um almoço com Ricard Akagawa, da ”Touch of Class”, comecei
a descrever a minha viagem de lua-de-mel, que teve como destino
o Chile, Polinésia Francesa, Austrália e Nova Zelândia.
Aos olhos
de um brasileiro, acostumado além do próprio país, ao eixo Américas-Europa,
a Oceania é realmente muito diferente e fascinante, principalmente
no que se refere à fauna, flora e geografia, por ser o mais isolado,
plano e seco dos continentes. Diante do meu entusiasmo, Ricard
me convidou para escrever este depoimento sobre a diversidade
da Austrália, que talvez tenha sido o nosso destino mais exótico
nesta viagem.
A fonte inspiradora
para o roteiro foi a minha esposa, Maria Eugênia, que fez este
mesmo itinerário dez anos antes. Quando escolhemos o roteiro da
Austrália, nos concentramos nos estados de Nova Gales de Sul (Sydney),
Queensland (Grande Barreira de Corais) e Victória (Melbourne).
Sydney
Sydney é uma cidade moderna do estado da Nova Gales do Sul. O
ponto alto da cidade é a vista de sua baía, com a famosa Opera
House e a Harbour Bridge.
Nós nos hospedamos
no The Observatory Hotel, da rede Orient-Express, ganhador de
diversos prêmios, dentre os quais o 4º e o 5º melhor hotel do
mundo pela Conde Nast e pela Robb Report, respectivamente. O hotel
é muito bonito e tem uma piscina coberta maravilhosa. Seu nome
vem do fato de estar próximo ao Observatório de Sydney.
Para comer,
recomendamos o Doyle’s at the Quay, bem à frente da Opera House,
cuja especialidade é frutos do mar. Imperdível também é o Tetsuya’s,
restaurante franco-japonês eleito sempre entre os melhores do
mundo. Para ver Sydney “por cima”, fomos jantar na AMP Tower,
que é um restaurante “giratório”, com vista panorâmica. A comida
não é nada de especial, porém aqui pudemos experimentar as carnes
de caça australiana, como o crocodilo, o emu e o canguru.
Entre os
passeios turísticos, alguns são imperdíveis:
Featherdale Wildlife Park: um parque onde é possível ter
contato, acariciar e até alimentar alguns animais típicos da Austrália,
como coalas, wombats e cangurus, em seu próprio habitat. Para
quem gosta de bichos é muito interessante; quem preferir o zoológico
tradicional, recomendamos o Taronga Zoo.
Katoomba
(Blue Mountains): formações rochosas íngremes recobertas de
florestas de eucaliptos. As plantas exalam um óleo que, visto
de longe, dá um tom azulado à paisagem. A atração mais famosa
é a formação de rochas “Three Sisters”. Como gostamos de emoções,
fizemos o passeio “Scenic Railway and Cable Car”. Há ainda um
hotel, o Lilianfels (também da rede Orient-Express), onde vale
a pena saborear um almoço ou passar uma noite.
Captain
Cook Cruises: Conhecer a baía de Sydney em um passeio a barco
é inesquecível. Nós escolhemos o que vai além da baía, onde há
lindas praias e casas cinematográficas. Duas dicas importantes:
sente-se do lado direito do barco (melhor vista) e não deixe de
passar filtro solar no rosto e no corpo.
Opera House:
Além de fazer uma visita guiada (vale a pena, pois há muitas curiosidades),
reservamos uma noite para assistir a uma ópera.
Sydney
Aquarium: Novamente um programa para quem gosta de natureza.
Há diversos tipos de peixes, inclusive uma galeria de vidro, por
onde é possível “andar” entre os temidos tubarões australianos.
Australian
National Maritime Museum: Na época de nossa visita, pudemos
entrar em um submarino. Há sempre atrações interessantes.
Royal Botanic
Gardens: Parque lindo, na baía de Sydney. É possível avistá-lo
no passeio do Captain Cook, mas caminhar em meio às suas árvores
é inesquecível.
Praias:
quem gosta de “dolce far niente” ou surfar, Manly e Bondi são
as melhores opções.
A Grande
Barreira de Corais
Viajando para o norte, especificamente para visitar a Grande Barreira
de Corais, procuramos um lugar que pudesse oferecer o melhor de
dois mundos: desfrutar de conforto e infra-estrutura impecáveis,
bem como dos simples prazeres de estar em contato com a natureza.
Após alguma
pesquisa, descobrimos o Hayman Island Resort! Hayman é uma das
ilhas mais próximas da Barreira de Corais e possui um hotel de
mesmo nome indicado pela Conde Nast e Forbes como o melhor resort
do mundo.
É difícil
encontrar palavras para descrever este lugar que, além de lindo,
possui natureza mágica. É possível tomar sol ao lado de cacatuas
e patos selvagens de bico azul, raros até na Austrália!
Há muitas
opções de lazer na ilha. Hayman possui uma frota particular de
iates e barcos para todo o tipo de esporte aquático e lazer, mais
hidroaviões e helicópteros à disposição de seus hóspedes. Além
do tradicional descanso na praia ou na piscina, recomendamos sobrevoar
de helicóptero a Barreira de Corais, que fica a aproximadamente
25 minutos da ilha e é, efetivamente, a maior de todas as atrações.
Você pode ainda pousar em dois helipontos no meio do mar e praticar
mergulho ou snorkel. Vale ressaltar que a Barreira de Corais é
um dos maiores complexos biológicos do mundo, composto de quase
3 mil corais individuais e interligados, cobrindo aproximadamente
350 mil quilômetros quadrados. O visual embaixo d’água é realmente
extraordinário.
Além das atividades
aquáticas, o hotel possui lindos jardins – naturais, franceses
e japoneses – onde é possível observar variadas espécies de plantas,
todas catalogadas em um prospecto.
Para os gourmets,
Hayman oferece cinco restaurantes: La Fontaine, francês, com uma
adega de 3 mil garrafas que inclui até um Chateau Lafite 1891;
The Oriental, japonês, localizado ao lado de um belíssimo jardim
japonês; La Trattoria, um italiano típico; Azure, um restaurante
especializado em cozinha australiana contemporânea e frutos do
mar; e o Pavilhão da Praia, com serviço de bufê.
A infra-estrutura
do resort conta ainda com butiques, joalherias, campo de golfe
e até capela para casamentos com traslado de Rolls-Royce! Kevin
Costner, Mariah Carey, Bill Gates, Rupert Murdoch, Tony Blair
e a família real Espanhola, entre outros, são hóspedes famosos
que freqüentam Hayman.
Melbourne
Após dias de sol, fomos para o sul do país, para a linda cidade
de Melbourne, no estado de Victória, de estilo mais europeu e
temperaturas mais amenas. Não é à toa que Melbourne foi eleita,
algumas vezes, a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo.
Há muita variedade em termos de cultura e gastronomia: galerias
de arte, museus, livrarias e excelentes restaurantes. Um dos monumentos
mais interessantes que visitamos foi o “Shrine of Remembrance”,
erguido em homenagem àqueles que serviram à Austrália durante
a guerra. Sua arquitetura (estilo e dimensões) foi inspirada nas
descrições do Mausoléu de Halicarnassus, uma das sete maravilhas
do mundo antigo.
Outra atração
especial é a “Great Ocean Road”, uma das estradas litorâneas mais
bonitas do mundo. Em seu percurso há formações rochosas impressionantes,
os “Doze Apóstolos”, que, conjugadas à paisagem costeira, formam
um cenário digno de cartão-postal.
Duas experiências
gastronômicas marcantes foram o “Colonial Tramcar Restaurant”,
um bonde em estilo colonial, que passeia pela cidade e oferece
um jantar muito refinado, e o restaurante bastante renomado do
chef francês Jacques Reymond, discípulo da cozinha contemporânea,
que já morou no Brasil e trabalhou para Massimo Ferrari.
Espero que
este artigo desperte interesse nos leitores para um país com dimensões
um pouco menores que a do Brasil, com praias paradisíacas, cidades
muito interessantes e diferentes entre si, florestas subtropicais,
desertos, flora e fauna únicas no planeta, culturas aborígene
e inglesa e, para nos fazer sentir em casa, algumas pitadas de
expansividade dignas de um brasileiro!
Eric
Freitas é advogado e consultor financeiro internacional. Nesta
edição, conta como foi sua viagem a um dos países mais diferentes
e repletos de belezas naturais: a Austrália.
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