GOLFE PREPARA SEU RETORNO OLÍMPICO
Por André Martins
Imagine Tiger Woods ou Padraig Harrington, para ficar apenas nos jogadores de golfe mais conhecidos, comemorando a conquista de uma medalha olímpica. Ou então, pense na emoção de assistir à superação de um golfista desconhecido que, ao conquistar uma medalha, colocasse seu país no centro das atenções de todo o mundo.
Pois bem, esta cena hoje é impossível para os amantes do golfe, pois o esporte fez parte das olimpíadas apenas duas vezes: em 1900 e 1904. Mas esta situação pode mudar e o presidente da Associação de Golfistas Profissionais (PGA Tour), Tim Finchem, acredita que este é o momento certo para a discussão do assunto. E eu compactuo da mesma opinião.
Atualmente, são 30 esportes olímpicos, do consagrado futebol ao obscuro softbol. Para os jogos de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolherá até duas novas modalidades.
Além do golfe, squash, rúgbi e caratê pleiteiam o Olimpo. Softbol e beisebol tentarão retornar, já que ficarão de fora das olimpíadas de Londres, em 2012.
Em tempos de competições olímpicas, assistimos à imensa gama de esportes que são defendidos por atletas que dependem de sua prática para sobreviver. Vemos também a quantidade de países que enviam seus melhores atletas para disputarem as tão desejadas medalhas. No total, são 213 nacionalidades.
E o golfe? Por que ele está à margem de toda esta magia? Os Jogos Olímpicos são, sem dúvida, o maior evento esportivo do mundo – e são os esportes “premium” que proporcionam visibilidade à competição. Acredito que o golfe poderá incrementar ainda mais o fascínio por este evento de proporções mundiais.
No mundo, o golfe é o esporte que possui o circuito mais bem pago, é praticado por esportistas de várias nacionalidades, é alvo de investimentos de grandes empresas - tanto para os torneios como para os atletas individualmente - e é um dos esportes que mais cresce em número de praticantes.
Tenho pelo golfe uma genuína admiração. Foi o esporte que me conquistou imediatamente e que me ensinou coisas simples que levo para a vida. Foi por isso que aceitei ser dirigente deste esporte junto à Federação Paulista de Golfe (FPG) e hoje sou diretor de Desenvolvimento.
Vejo um bom caminho para o golfe brasileiro, caso ele se torne um esporte olímpico. Nossos atletas terão estímulo para buscar vagas em um evento único e exclusivo. Mas, para tanto, o Brasil terá de preparar-se e precisaremos, como dirigentes, auxiliar na fomentação deste esporte que tanto tem para nos ensinar.
Exemplos de como podemos preparar o Brasil para destacar-se no golfe são a iniciativa paulistana GOLFE NOTA 10, que neste ano atingirá duas mil crianças em diversas escolas, e o APRENDA GOLFE, que em todo o Estado de São Paulo estimula as pessoas a aderirem ao esporte.
O Brasil é candidato a sediar as Olimpíadas de 2016. Até lá, temos tempo tanto para amenizar e solucionar problemas de infra-estrutura como para formar um time de atletas brasileiros competitivos. Seria de fato um prazer assistir às partidas olímpicas de golfe no nosso país, certamente um dos mais bonitos do mundo.
Vamos torcer!
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